segunda-feira, 27 de julho de 2009

VII CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE SAÚDE LOTOU O AUDITORIO DO CENTRO ADMINISTRATIVO



Parabéns pelo evento!! Em nome da GRS/Diamantina e do Núcleo de Atenção à Saúde agradeço pela oportunidade de participar. Considerei muito produtivo e necessário o evento.

Aguardamos o desfecho da Conferência através do planejamento e aplicação do Plano Municipal de Saúde de Diamantina.

Abraço amigo,

Marília Barrote

quarta-feira, 22 de julho de 2009

CHEGOU O MOMENTO DE CONSTRUIR E PARTICIPAR NA POLITICA DE SAÚDE DO MUNICÍPIO


O Conselho Municipal de Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde de Diamantina/MG realizará a VII Conferência Municipal de Saúde de Diamantina “Atenção Primaria a Saúde e Fortalecimento do SUS” nos dias 24 e 25 de Julho de 2009, no Centro Administrativo II da Prefeitura Municipal de Diamantina, na Rua da Gloria nº 364 – 2ª andar – Diamantina/MG




Este é um momento para que o povo de Diamantina se manifeste, oriente e decida os rumos do Serviço Público de Saúde, onde poderemos avaliar e propor diretrizes da política para o setor saúde; discutir os temas específicos para propor novas diretrizes da política de saúde; sendo ainda um importante fórum de debates assim como uma forma efetiva de exercício da cidadania através do Controle Social no Sistema Único de Saúde.



Contamos com sua presença.


Cordialmente,


Conselho Municipal de Saúde de Diamantina/MG

Rua da Gloria, 132 – Centro – Diamantina/MG

Tel.: 38 3531 9493 Fax: 38 3531 9482
E-mail: conselhodesaude.diamantina@yahoo.com.br

Blog: www.comsad.blogspot.com

VII CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE SAÚDE COMEÇA NESTA SEXTA-FEIRA

VII CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE SAÚDE
“Atenção Primaria a Saúde e Fortalecimento do SUS”

LOCAL: Auditório do Centro Administrativo II da Prefeitura Municipal de Diamantina
ENDEREÇO: Rua da Gloria, 364 – 2º andar – Centro
DATA: 24 e 25 de Julho de 2009 - HORARIO: 08:00 as 18:00 h.

PROGRAMAÇÃO

24 de julho (sexta-feira)
• 07:30 hs. Credenciamento

• 08:30 hs. Abertura Oficial
Geraldo da Silva Macedo - Prefeito Municipal de Diamantina
Breno Henrique Avelar de Pinho Simões – Chefe de Gabinete do Secretário de Estado da Saúde de Minas Gerais
Geraldo Heleno Lopes – Vice-Presidente do Conselho Estadual de Saúde de Minas Gerais
Rogério Geraldo Pontes – Secretário Municipal de Saúde de Diamantina
Rogério Adriano Cruz – Presidente do Conselho Municipal de Saúde de Diamantina
Wandeir Jose Botelho – Diretor da Gerencia Regional de Saúde de Diamantina

• 9:00 hs. Leitura e Aprovação do Regimento Geral da Conferência

• 9:30 hs. Lanche

• 9:45 hs. Mesa I - Participação da Comunidade no Sistema/Cidadania - Papel das Promotorias na Efetivação dos Princípios do SUS
Dr. Adriano Dutra Gomes de Faria - Promotor de Justiça da Comarca de Diamantina

Coordenação: Rogério Adriano Cruz - Presidente do Conselho Municipal de Saúde de Diamantina

• 10:45 hs. Debate

• 12:00 hs. Almoço

• 14:00 hs. Mesa II —Controle Social no SUS e sua Relevância Pública
Geraldo Heleno Lopes - Vice - presidente do Conselho Estadual de Saúde de Minas Gerais
Juliano Pedro da Silva - Secretário Executivo do Conselho Municipal de Saúde de Diamantina
Roberto Moreira Fernandes - Conselho Municipal de Saúde de Teofilo Otoni

Coordenação: Jacira Sueli Cunha - Conselho Municipal de Saúde de Diamantina

• 17:00 hs. Lanche

• 17:15 hs. Debate

• 18:00 hs. Encerramento
25 de julho (sábado)

• 08:00 hs - Acolhimento e Café da Manhã

• 08:30 hs. Mesa III—Atenção Primária à Saúde e Financiamento Público de Saúde
Maria Rizoneide Negreiro – Dra. em Enfermagem pela USP, Professora do Curso de Enfermagem da FUMEC
Sylvana Maria Ferreira Pereira - Referencia Técnica da Atenção Primária - SMS/Diamantina
Rogério Geraldo Pontes - Secretário Municipal de Saúde de Diamantina
Breno Henrique Avelar de Pinho Simões – Chefe de Gabinete do Secretário de Estado da Saúde de Minas Gerais
Luiz Felipe Almeida Caram Guimarães - Subsecretário de Vigilância em Saúde - SES/MG

Coordenação: Maria da Consolação Lopes Rocha — Conselho Municipal de Saúde de Diamantina

• 11:30 hs. Debate

• 12:30 hs. Almoço

• 14:00 hs Trabalhos de Grupo
Coordenação: Comissão Organizadora da Conferencia

• 15:30 hs. Lanche

• 15:45 hs. Plenária Final

Coordenação: Rogério Adriano Cruz—Presidente do Conselho Municipal
Juliano Pedro da Silva - Secretario Executivo do COMSAD
Geraldo Heleno Lopes - Vice-presidente do CES

• 18:00 hs. Encerramento

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Oficina Saúde e Rádio Comunitária Capacita Radialistas e Conselheiros de Saúde


PROGRAMA DA OFICINA Saúde e Rádio comunitária



Local: Centro Administrativo da Prefeitura de Diamantina/ Rua da Glória, 394 - Centro

Dias: 20 e 21 de 07/2009

Participantes:

28 alunos e 5 técnicos

7 radialistas (Carbonita, Couto Magalhães, Datas, Diamantina, Gouveia, Presidente Kubitschek e Turmalina)

ü 7 estudantes da UFVJM

ü 7 membros dos conselhos gestores dos municípios envolvidos

ü 7 pessoas da comunidade

Dia 20/07

9:00 horas - Abertura dos trabalhos e apresentação de 40 min.

Aberto ao público

Obs.: auditório com capacidade para 80 pessoas

Mesa dos trabalhos para as boas-vindas:

ü Rogério Pontes - Secretário Municipal de Saúde de Diamantina

ü Expedito Mangueira de Lima - Representante do Ministério da Saúde / SEGP-MS

ü Prof.ª Maria da Consolação Lopes Rocha - Representante da UFVJM

ü Prof.ª Paula Cambraia - Representante da UFMG

2ª. parte: mesa redonda: O SUS e seus princípios

Tempo previsto: 2 horas e 15 minutos

Temas e Responsáveis:

ü O contexto atual do SUS em Diamantina e região - 15 min.

Debatedora: Marlene Nominato Correia - Secretária Executiva do CISAJE

ü A importância da Comunicação para o SUS: 15 min.

Debatedor: José Wagner Maciel - Assessor de Comunicação do CISAJE

ü Ações possíveis pela rádio no campo da saúde e da cultura: 15 min.

Debatedor: Sidney do Carmo - Coordenador Regional do Projeto Integração das Rádios Comunitárias nas Ações de Saúde.

ü Principais resultados de pesquisa do CNPq: 15 min.

Debatedor Paulo Rogério Gallo

ü Perguntas do público: 20 min.

Moderador: Rogério Adriano/ Presidente do Conselho Municipal de Saúde de Diamantina

Pausa de 2 horas para Almoço

14:00 horas - Relato de experiências

Tempo previsto: 2 horas e 30 minutos

Relatos das rádios comunitárias (7)

Conteúdo padrão: 15 min.

Em relação à saúde pública de sua região, a rádio:

a) faz o quê?

b) Como é colocado na grade de programação (que dias e qual horário apresenta)

c) Quem alimenta o(s) programa (s) (organizador)?

d) Quem define a pauta (conteúdo)?

Moderador: Alberto O. Reis- 20 min.

Intervalo: 20 min.

Formação dos grupos de trabalho (7)

Tempo previsto: 30 minutos

Serão definidos 7 temas: 4 definidos pelo Conselho Municipal de Saúde de Diamantina e 3 pela coordenação da oficina

Quadro 1: Temáticas para trabalho de campo sugerido pela coordenação da oficina

ü Participação social- sua importância para o SUS

ü Direitos do usuário

ü O SUS na fala dos gestores

Tarefa para o dia seguinte (trabalho de campo): montar 7 programas de rádio sobre os temas

Grupos temáticos: a definir pelo CMS, acrescidos dos apontados no quadro1

Composição das equipes: 1 comunicador de rádio comunitária e 3 outros participantes



DIA 21/07/09

9:00 horas - Centro Administrativo da Prefeitura de Diamantina

Atividades: discussão das dificuldades e possibilidades encontradas pelos grupos temáticos para montar os programas

Tempo previsto: 60 minutos

Participantes: 28 inscritos

Reflexão: 4 grupos de 7 pessoas

Tempo previsto: 2:00 horas

1)Qual é o papel social de uma rádio comunitária quanto à saúde, educação, segurança social e cultura?

2) Como compatibilizar as necessidades epidemiológicas locais com a dinâmica operacional da rádio (modelos de gestão[1])

Pausa de 2 horas e 30 minutos para Almoço

14:30h - Apresentação e formulação de um programa para a saúde

Tempo previsto: 1 hora e 30 minutos (definição de princípios e diretrizes editoriais)

Responsável: Paulo Gallo

16:00h - Avaliação das atividades com transmissão ao vivo pela Rádio Comunitária Cidade FM .

Local: Rádio Comunitária de Diamantina e Largo D. João (circulo de cadeiras com transmissão ao vivo).



MAIS INFORMAÇÕES: (38)3531-9482 OU 9460



REALIZAÇÃO: SEGEP/Ministério da Saúde/ FSP/USP

APOIO: FHEMIG

Secretaria Municipal de Saúde de Diamantina

Conselho Municipal de Saúde de Diamantina

Consorcio Intermunicipal de Saúde do Alto Jequitinhonha.

PARCEIRO LOCAL: Rádio Comunitária de Diamantina- Rádio Cidade



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[1] A coordenação propõe como modelo de gestão, a compatibilização entre as necessidades epidemiológicas de cada município (mensalmente definidas como temáticas pelo CMS) e a dinâmica de participação dos usuários, a criação de Grupos Operativos da população, específicos para cada tema indicado. Estes Grupos Operativos, convocados pelas rádios, a partir de seus ouvintes, tem como função identificar, na comunidade, “o que é bom e o que é mau” para cada temática e produzir a partir destes referenciais, os programas de saúde das rádios

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Atenção Primaria a Saúde e Fortalecimento do SUS é tema da VII Conferência Municpal de Saúde de Diamantina

VII CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE SAÚDE
“Atenção Primaria a Saúde e Fortalecimento do SUS”

LOCAL: Auditório do Centro Administrativo II da Prefeitura Municipal de Diamantina
ENDEREÇO: Rua da Gloria, 364 – 2º andar – Centro
DATA: 24 e 25 de Julho de 2009 - HORARIO: 08:00 as 18:00 h.

PROGRAMAÇÃO

24 de julho (sexta-feira)
• 07:30 hs. Credenciamento

• 08:30 hs. Abertura Oficial
Geraldo da Silva Macedo - Prefeito Municipal de Diamantina
Breno Henrique Avelar de Pinho Simões – Chefe de Gabinete do Secretário de Estado da Saúde de Minas Gerais
Geraldo Heleno Lopes – Vice-Presidente do Conselho Estadual de Saúde de Minas Gerais
Rogério Geraldo Pontes – Secretário Municipal de Saúde de Diamantina
Rogério Adriano Cruz – Presidente do Conselho Municipal de Saúde de Diamantina
Wandeir Jose Botelho – Diretor da Gerencia Regional de Saúde de Diamantina

• 9:00 hs. Leitura e Aprovação do Regimento Geral da Conferência

• 9:30 hs. Lanche

• 9:45 hs. Mesa I - Participação da Comunidade no Sistema/Cidadania - Papel das Promotorias na Efetivação dos Princípios do SUS
Dr. Adriano Dutra Gomes de Faria - Promotor de Justiça da Comarca de Diamantina

Coordenação: Rogério Adriano Cruz - Presidente do Conselho Municipal de Saúde de Diamantina

• 10:45 hs. Debate

• 12:00 hs. Almoço

• 14:00 hs. Mesa II —Controle Social no SUS e sua Relevância Pública
Geraldo Heleno Lopes - Vice - presidente do Conselho Estadual de Saúde de Minas Gerais
Juliano Pedro da Silva - Secretário Executivo do Conselho Municipal de Saúde de Diamantina
Roberto Moreira Fernandes - Conselho Municipal de Saúde de Teofilo Otoni

Coordenação: Jacira Sueli Cunha - Conselho Municipal de Saúde de Diamantina

• 17:00 hs. Lanche

• 17:15 hs. Debate

• 18:00 hs. Encerramento
25 de julho (sábado)

• 08:00 hs - Acolhimento e Café da Manhã

• 08:30 hs. Mesa III—Atenção Primária à Saúde e Financiamento Público de Saúde
Maria Rizoneide Negreiro – Dra. em Enfermagem pela USP, Professora do Curso de Enfermagem da FUMEC
Sylvana Maria Ferreira Pereira - Referencia Técnica da Atenção Primária - SMS/Diamantina
Rogério Geraldo Pontes - Secretário Municipal de Saúde de Diamantina
Breno Henrique Avelar de Pinho Simões – Chefe de Gabinete do Secretário de Estado da Saúde de Minas Gerais
Luiz Felipe Almeida Caram Guimarães - Subsecretário de Vigilância em Saúde - SES/MG

Coordenação: Maria da Consolação Lopes Rocha — Conselho Municipal de Saúde de Diamantina

• 11:30 hs. Debate

• 12:30 hs. Almoço

• 14:00 hs Trabalhos de Grupo
Coordenação: Comissão Organizadora da Conferencia

• 15:30 hs. Lanche

• 15:45 hs. Plenária Final

Coordenação: Rogério Adriano Cruz—Presidente do Conselho Municipal
Juliano Pedro da Silva - Secretario Executivo do COMSAD
Geraldo Heleno Lopes - Vice-presidente do CES

• 18:00 hs. Encerramento

Conferência Municipal de Saúde de Diamantina

VII Conferência Municipal de Saúde de Diamantina

O Conselho Municipal de Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde de Diamantina/MG realizará a VII Conferência Municipal de Saúde de Diamantina “Atenção Primaria a Saúde e Fortalecimento do SUS” nos dias 24 e 25 de Julho de 2009, no Centro Administrativo II da Prefeitura Municipal de Diamantina, na Rua da Gloria nº 364 – 2ª andar – Diamantina/MG

Encaminhamos a Ficha de Inscrição e a Programação da Conferência anexadas a este email. Informamos que a Ficha de Inscrição deverá ser corretamente preenchida e encaminhada ao Conselho Municipal de Saúde até o dia 21 de Julho de 2009, através do e-mail conselhodesaude.diamantina@yahoo.com.br, via fax (38 3531 9482) ou podem acessar o blog: www.comsad.blogspot.com.

Este é um momento para que o povo de Diamantina se manifeste, oriente e decida os rumos do Serviço Público de Saúde, onde poderemos avaliar e propor diretrizes da política para o setor saúde; discutir os temas específicos para propor novas diretrizes da política de saúde; sendo ainda um importante fórum de debates assim como uma forma efetiva de exercício da cidadania através do Controle Social no Sistema Único de Saúde.


Contamos com sua presença.

Cordialmente,

Conselho Municipal de Saúde de Diamantina/MG

Rua da Gloria, 132 – Centro – Diamantina/MG

Tel.: 38 3531 9493 Fax: 38 3531 9482
E-mail: conselhodesaude.diamantina@yahoo.com.br

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Influenza A (H1N1)

Perguntas e respostas

1. É esperado um aumento no número de casos da nova gripe? Por quê?
Sim, mas não só para a nova gripe, e sim para todos os tipos de gripe, como ocorre todos os anos. Isso porque é inverno no Hemisfério Sul e as baixas temperaturas favorecem circulação dos diversos tipos de vírus influenza, os causadores da gripe, incluindo o novo H1N1.

2. A nova gripe é mesmo parecida com a gripe comum?
Na gripe comum, a maioria dos casos apresenta quadro clínico leve e quase 100% evoluem para cura. A letalidade média no mundo é 0,4% e a quase totalidade dos óbitos é de idosos e crianças ou resultam de alguma complicação clínica prévia: pacientes com problemas respiratórios, cardíacos, renais, metabólicos, ou doenças como câncer e aids.

Na nova gripe, esse quadro se mantém. A letalidade média observada até o momento no mundo também é 0,4%. E segundo relatos dos países à Organização Mundial da Saúde (OMS), a maioria dos casos confirmados tem sintomas leves a moderados, evoluindo para cura.

3. Quais são as principais medidas anunciadas nesta sexta-feira?
Como a nova gripe tende a se parecer com a gripe comum, a principal recomendação para os pacientes é que, ao sentirem sintomas como febre, tosse, dores musculares, coriza e dor de garganta, procurem o serviço de saúde mais próximo.

Se os sintomas forem leves, o médico fará as recomendações necessárias para isolamento domiciliar, período de afastamento de trabalho e vai prescrever o tratamento dos sintomas. Nesses casos, não será feita confirmação por exame laboratorial.

Se o quadro clínico inspirar cuidados ou for grave, indicando necessidade de internação, o paciente será encaminhado para um dos 68 hospitais de referência.

4. Muda algo na recomendação para exames laboratoriais?
Sim. A confirmação da nova gripe por exame laboratorial será feita nos casos graves ou em amostras, no caso de surtos localizados. Não serão mais realizados exames em todas as pessoas com sintomas de gripe. Isso porque, como já foi destacado, um percentual significativo – mais de 70% – das amostras de casos suspeitos analisadas em dois laboratórios de referência (Fiocruz/RJ e Adolf Lutz/SP), nos últimos dois meses, não era influenza (gripe), mas outros vírus respiratórios.

5. E o critério para receber o medicamento fosfato de oseltamivir, sofreu alteração?
Para promover o uso racional do antiviral e evitar que o vírus desenvolva resistência, o medicamento só será dado aos pacientes com agravamento do estado de saúde nas primeiras 48 horas desde o início dos sintomas. Vale destacar que três países já informaram à OMS casos de resistência ao medicamento (Dinamarca, Japão e Hong Kong), o que reforça a prudência da medida adotada pelo Ministério da Saúde.

É importante lembrar, também, que todos os indivíduos que compõem o grupo de risco para complicações de influenza requerem – obrigatoriamente – avaliação e monitoramento clínico constante de seu médico, para indicação ou não de tratamento com oseltamivir; além da adoção de todas as demais medidas terapêuticas.

Esse grupo de risco é composto por: idosos acima de 60 anos, crianças menores de dois anos, gestantes, pessoas com deficiência imunológica (pacientes com câncer, em tratamento para aids ou em uso regular de corticosteróides), hemoglobinopatias (doenças provocadas por alterações da hemoglobina, como a anemia falciforme), diabetes, doença cardíaca, pulmonar ou renal crônica.

6. Qual o objetivo principal das novas medidas?
Garantir atendimento ágil a pacientes com quadro grave ou com potencial para complicações e evitar superlotação de hospitais de referência com casos leves, que não têm indicação para internar todos os pacientes que chegam com sintomas de gripe.

7. Já existem filas nos hospitais?
Sim. Em alguns estados, já se observa dificuldade de atendimento nos hospitais de referência devido à alta procura de pessoas com sintomas leves e, muitas vezes, com infecção por outros vírus respiratórios.

Isso é confirmado por análises de dois dos três laboratórios de referência do Ministério da Saúde para influenza, a Fundação Oswaldo Cruz (RJ) e o Instituto Adolf Lutz (SP).

Desde o início da nova gripe, há pouco mais de dois meses, a Fiocruz processou 1.447 amostras de pacientes. Cinqüenta por cento teve resultado negativo para influenza, 29% foram confirmados para a nova gripe e 21%, para a gripe comum.

No Adolf Lutz, a situação foi parecida: das 1.768 análises, no mesmo período, 51% foram negativas para influenza, 24% foram positivas para gripe comum e outros 24% foram positivas para a nova gripe.

8. Uma hipótese: uma pessoa vai ao posto de saúde porque tem sintomas leves de gripe. O médico faz as orientações necessárias e manda a pessoa para casa, sem fazer exame. Então quer dizer que essa pessoa, se tiver gripe A, não entra na estatística? O número de casos vai ficar subnotificado?
Não necessariamente, porque como em todo ano, surtos de influenza (gripe), seja pelo H1N1, seja qualquer outro vírus, continuam ocorrendo. E, nesses casos, nós vamos confirmar uma amostra de casos e todos os outros que tiverem os mesmos sintomas e no mesmo ambiente, seja em casa, na escola, no trabalho, na igreja ou no clube, serão confirmados por vínculo epidemiológico. Além disso, temos no Brasil 62 unidades da “Rede Sentinela” em todos os Estados, com a função de monitorar a circulação do vírus influenza e ocorrência de surtos. Essa rede permite que as autoridades sanitárias monitorem a ocorrência de surtos devido ao vírus da gripe comum — e, agora, do novo vírus — por meio da coleta sistemática de amostras e envio aos laboratórios de referência.

9. Então só vão coletar amostra se ocorrer um caso suspeito numa escola, por exemplo?
Imagine a situação: 30 funcionários de uma fábrica estão com sintomas. Um deles tem o estado de saúde agravado. Ele será encaminhado para um hospital de referência e será feito exame nele. Se o exame der positivo, todos os outros companheiros de fábrica serão considerados infectados, por vínculo epidemiológico, mesmo que o estado de saúde deles não se agrave.

10. Até então, o Ministério da Saúde tinha a confirmação laboratorial de todos os casos. Isso não significa perder o controle?
Não. O diagnóstico por vínculo epidemiológico é uma rotina na epidemiologia de doenças infecto-contagiosas, como meningite e sarampo, por exemplo. E, para a nova gripe, já é adotado nos Estados Unidos, Canadá, Chile, México, Reino Unido, Espanha, Alemanha e França.

O objetivo, a partir de agora, não é saber se todos os que têm gripe foram infectados por vírus da influenza sazonal ou pelo novo vírus, o A H1N1. Isso, como já foi explicado, tem dois motivos principais: 1) existe a tendência de crescimento do número de casos de síndrome gripal; 2) a nova gripe se assemelha à gripe comum, embora exija atenção das autoridades de saúde. Passamos, agora, a trabalhar com diagnostico coletivo, exceto para aqueles que podem desenvolver a forma grave da doença, seja gripe comum ou gripe A. Repetimos: nesse estágio, para as pessoas que têm sintomas de gripe, não faz mais diferença saber se é gripe comum ou a nova gripe.

A exceção são os pacientes graves ou que podem ter o quadro de saúde agravado. Nesses casos, é importante saber o diagnóstico preciso porque, em muitas situações, eles podem ter gripe e desenvolver uma infecção bacteriana. Então, além do antiviral específico, essa pessoa pode um antibiótico ou receber outro tratamento.


Fonte: Portal da Saúde/MS